McDonald’s gera polêmica com anúncios no estilo Studio Ghibli gerados por IA
- Leo Saldanha
- há 5 dias
- 3 min de leitura
Uso de inteligência artificial para imitar o icônico estilo da renomada produtora japonesa desencadeia críticas e debate sobre ética, criatividade e direitos autorais

A McDonald’s México está enfrentando uma enxurrada de críticas nas redes sociais após publicar uma série de imagens promocionais que imitam o inconfundível estilo visual do Studio Ghibli. A campanha, aparentemente gerada por ferramentas de inteligência artificial (IA) como o modelo GPT-4o da OpenAI, busca recriar os ambientes e produtos do McDonald’s utilizando a estética encantadora das animações da lendária produtora japonesa.
Embora a intenção fosse aproveitar uma tendência viral que vem dominando as redes — incluindo até mesmo iniciativas ligadas à Casa Branca —, o resultado foi visto como um passo em falso pela comunidade de fãs e artistas. O post rapidamente se transformou em um campo minado de acusações, com muitos rotulando a ação como um caso claro de apropriação artística. Para muitos, o problema não está apenas na falta de autorização ou colaboração com o Studio Ghibli, mas também na ausência de qualquer menção ao legado cuidadosamente construído pelo estúdio ao longo de décadas.

O peso do legado Ghibli
Fundado por Hayao Miyazaki e outros visionários, o Studio Ghibli é conhecido por sua abordagem meticulosa e profundamente humana na criação de animações. Cada quadro de seus filmes é fruto de um trabalho artesanal minucioso, que valoriza a emoção e a narrativa acima de tudo. Em contraste, a utilização de IA para replicar essa estética sem o menor respeito aos princípios do estúdio foi vista como uma afronta direta.
Miyazaki, um ferrenho crítico da arte gerada por IA, já afirmou que tal prática é “uma ofensa à vida”. Não surpreende, portanto, que a escolha do McDonald’s de usar essa tecnologia para imitar algo tão distintivo tenha sido recebida com indignação generalizada. Muitos usuários questionaram não apenas a ética, mas também os aspectos legais da campanha.
“McDonald’s, vocês precisam pagar ao Studio Ghibli; isso é roubo”, comentou um seguidor no Facebook.“Espero que processem vocês”, acrescentou outro.
Outros ainda destacaram um ponto crucial: a diferença entre esforço humano e automatização tecnológica. “As empresas só se importam com o resultado final, não com o esforço. Reconheçam isso agora, aprendam tanto sobre IA quanto sobre criação. Sejam talentosos ou fiquem para trás, a escolha é de vocês”, escreveu um usuário.

Erros técnicos denunciam a ferramenta
Além das questões éticas, os próprios sinais reveladores da IA ajudaram a alimentar a polêmica. Como é comum em obras geradas por algoritmos, as imagens apresentavam inconsistências anatômicas gritantes: dedos faltando, membros deformados e proporções estranhas. Esses erros evidentes serviram como mais um motivo de escárnio para os críticos.
Um ano especial para o Studio Ghibli
Vale lembrar que 2023 marca o 40º aniversário do Studio Ghibli, que tem celebrado seu legado com restaurações em 4K de clássicos como Princesa Mononoke e um renovado interesse global em sua filmografia. Nesse contexto, a tentativa de capitalizar sobre esse carinho coletivo sem o devido respeito parece especialmente insensível.
Sem resposta oficial
Até o momento, o McDonald’s México não se pronunciou publicamente sobre a controvérsia. Enquanto isso, a discussão segue fervendo online, levantando questões maiores sobre o papel da IA na arte, o respeito à propriedade intelectual e o futuro da criatividade em um mundo cada vez mais online.
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