Salem: A fotógrafa que mudou a narrativa sobre a Rocinha
- Leo Saldanha
- há 3 dias
- 2 min de leitura
Jovem artista usa sua câmera para dar aos moradores da maior favela do Brasil o "direito à memória" e mostrar uma realidade além da violência retratada pela grande mídia

Instagram da fotógrafa: Fotogracria Favela Content (@afotogracria) • Fotos e vídeos do Instagram
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Nascida e criada na maior favela do Brasil, Salem - conhecida como "Fotogracria" nas redes sociais - conquistou reconhecimento ao retratar o cotidiano da Favela da Rocinha com um olhar sensível e autêntico, desafiando os estereótipos predominantes.
Através de sua câmera, inicialmente emprestada, Salem captura cenas que raramente aparecem na grande mídia: brincadeiras de crianças, rodas de samba, trabalhadores locais e a rica ancestralidade cultural presente na comunidade.
"Infelizmente, a grande mídia ainda toma o poder da narrativa e constrói a visão aterrorizante da violência no morro, mas há uma realidade muito além disso", explica a fotógrafa em entrevista à Marie Claire.
O trabalho de Salem ganhou projeção nacional, chegando a espaços antes inacessíveis para artistas da periferia. Em 2022, suas fotografias foram exibidas no palco principal do Rock in Rio durante o show de Ludmilla, marcando um momento histórico de representatividade.
Quando questionada sobre como consegue permissão para fotografar na comunidade, Salem desmistifica outro preconceito: "Se eu chego em um condomínio da Barra da Tijuca e aponto minha câmera para a cara de alguém, obviamente a pessoa vai ter uma 'neurose'. Em nenhum lugar você pode sair fotografando as pessoas sem permissão."
Para ela, o diferencial de seu trabalho está justamente na perspectiva de quem é "cria" do local. "A pessoa que está atrás da câmera é quem detém o poder da narrativa. A foto de um cria da favela humaniza outros como ele, dá o direito deles se enxergarem como indivíduos", afirma.
Salem vê seu trabalho como uma forma de resistência que serve a dois propósitos: denunciar as mazelas sociais como a falta de saneamento básico e a violência, mas também celebrar a vida e a busca por felicidade que existe na comunidade.
"Sinto orgulho de carregar a Rocinha comigo nesses espaços", diz a fotógrafa, que transformou sua arte em uma ferramenta poderosa para garantir aos moradores o que ela chama de "direito à memória".
Para ler a matéria completa: Como uma fotógrafa 'cria' está mudando a percepção sobre a favela: 'A grande mídia ainda detém o poder da narrativa'
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